terça-feira, 1 de julho de 2014

EMANCIPAÇÃO POLÍTICA DE SERGIPE






SERGIPE, 194 ANOS DA EMANCIPAÇÃO.

Adailton Andrade

Em 8 de Julho de 1820, D. João VI,  segundo  alguns historiadores, se sentia grato com a participação da elite sergipana no processo de expansão da revolução pernambucana de 1817, decretava Sergipe independente da Bahia e nomeava Carlos César Burlamaqui  para ser seu primeiro governante. Mas a Bahia não aceitou tão fácil assim tomando outras medidas  prendendo  o senhor  Burlamaqui.  D. Pedro I, que assumiu depois da abdicação de seu pai e proclamou a independência do Brasil, confirmou, por Carta Imperial, em 5 de dezembro de 1822 a Carta Régia de D. João VI, concedendo a autonomia de Sergipe.
O 8 de julho, data considerada o dia da Sergipanidade, por ser a data em que Sergipe conquistou sua emancipação política da Bahia. A data é marcada todos os anos, por diversas comemorações que envolvem o fazer cultural sergipano e a valorização do seu povo, nessa data, Sergipe comemorará 194 anos de emancipação política, mas oficialmente o dia da Sergipanidade ficou  mesmo com a outra data que antes também se comemorava o dia e emancipação do estado o então 24 de outubro.

Uma data que agora tem outro sentido, comemoramos o dia do sentimento, do orgulho de ser sergipano, esse termo sergipanidade foi usado primeiramente por Tobias Barreto, mas somente nas últimas duas décadas que a Sergipanidade começou a ser tratada como um conceito cultural, capaz de inspirar artistas, escritores, pensadores, qualificando compromisso das manifestações da cultura sergipana.
  A Carta Régia que desanexou da Capitania da Bahia o território de Sergipe, emancipando-o politicamente, completa 194 anos, e é, ainda, uma referência, um marco, para a compreensão da história. Por mais que os episódios gerados pela decisão de Dom João VI ainda careçam de melhor interpretação, o 8 de julho de 1820 tem sido convertido no símbolo da liberdade, da independência, da autonomia econômica, da construção da sociedade sergipana. 

Muitos Historiadores compreende que a Emancipação política de Sergipe resultou de uma luta madura, empreendida pela elite produtora local - criadores de gado e senhores de engenho – até então responsáveis pelo abastecimento das grandes Capitanias da Bahia e de Pernambuco.
Mas, antes da emancipação politica tivemos a emancipação jurídica com e criação de suas ouvidorias em terras sergipanas.
Sergipe conquista sua autonomia jurídica em 1696 com a criação da comarca de Sergipe, sendo Diogo Pacheco de Carvalho nomeado como primeiro ouvidor, e logo no ano seguinte em 1697, o governador-geral do Brasil ordenou ao  ouvidor-geral de Sergipe, Diogo Pacheco de Carvalho, a criação de vilas nas povoações de Itabaiana e Lagarto, e outra no Porto da Cotinguiba. Naquele mesmo ano, a Câmara de São Cristóvão instala a sede da Vila de Santo Amaro, em homenagem ao fundador Amaro Aires da Rocha, no Porto da Cotinguiba. Contudo, Martins de Azevedo não queria a vila no porto. Além de prejudicar seu engenho, a localidade sofria com as inundações.
O desenvolvimento da capitania de Sergipe tendo seus moldes dentro de uma politica mercantilista Filipina tem o objetivo de levar grandes lucros ao tesouro Real.

A agricultura e a pecuária foi o que mais  desenvolveu no inicio da colonização e com a doação das sesmarias inicia-se o desenvolvimento da capitania. Em 1694 a câmara de São Cristóvão já solicitava um ouvidor, mas isso só acontece dois anos mais tarde. Sendo assim, a Capitania de Sergipe D’el Rey passou a ter, por definitivo, seu ouvidor  começando uma disputa dos ouvidores pela casa sempre quando saia um Ouvidor.
A reação da Bahia, rejeitando os fatos, criando obstáculos, gerando conflitos, bem demonstra a tutela, para adiar a decisão do Rei. As circunstâncias da Independência do Brasil serviram para que a decisão da Carta Régia de 8 de julho de 1820 fosse confirmada e referendada por Pedro I, que chegou a elevar, novamente, São Cristóvão à condição de cidade, para ser a capital de Sergipe. A Constituição do Império, que é de 1824, colocou Sergipe entre as Províncias do Brasil, consolidando a Emancipação de 8 de julho de 1820.
O Conselho Geral e o Conselho da Província expõem, em suas sessões, os problemas e demandas. Sergipe, então, é um território produtor de gado e de açúcar, com outras atividades econômicas de menor porte, dando os primeiros passos para organizar-se politicamente. Surgem os primeiros grupamentos políticos, começam a circular os jornais, como se fossem preparativos para o que viria com o Ato Adicional de 1834 e suas conseqüências, como a instalação da Assembléia Legislativa Provincial, vitrine que mostrava a expansão política da Província. A partir de 1836, ou em torno desta data, aparece o civismo sergipano em torno da Emancipação. O poeta e professor Oliveira Campos faz a letra do Hino de Sergipe, musicado pelo frade José de Santa Cecília, durante muitos anos residente no Convento Franciscano de São Cristóvão. O dia 24 de outubro, considerado como a data definitiva da Emancipação, passa a simbolizar a liberdade, como um feriado que enchia as ruas de sergipanos em festa, mostrando o que de melhor tinha para celebrar Sergipe.

O Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe, fundado em 1912, a Academia Sergipana de Letras, em 1929, que ainda hoje resistem, dentre tantas outras iniciativas no curso do tempo. Essas duas casas estão com uma programação especiais nessas datas de grande importância para Sergipe, este ano o IHGSE, estará com um evento todo especial para comemorar essa data, pois serão abordadas questões importantes, como: história, memória e esquecimento da emancipação de Sergipe, formação da identidade sergipana, dentre outras.

A emancipação política de Sergipe fez nascer e crescer vilas e cidades, ocupando estrategicamente o território, como suporte das atividades econômicas. A crescente produção açucareira nas terras pretas e gordas do massapê fez de Laranjeiras e de Maruim dois centros urbanos destacados na Província, para onde convergiam as atenções. Estância ao sul, Vila Nova, hoje Neópolis, e Propriá, ao norte, Itabaiana e Lagarto, ao oeste, juntamente com a capital, São Cristóvão, davam a Sergipe os ares do progresso.

8 de julho de 2014, Sergipe tem o orgulho de completar seus 193 anos  de muita cultura história e memoria   de um povo ordeiro e feliz



domingo, 27 de abril de 2014

GABINETE DE LEITURA DE MARUIM





GABINETE DE LEITURA DE MARUIM:
 136 ANOS DE HISTÓRIA


Os Gabinetes de Leitura criados no Brasil pelos portugueses - o do Rio de Janeiro foi o primeiro, mas mais tarde virão os do Recife (1850) e o da Bahia (1863). Sabe-se ainda da existência de outros Gabinetes fundados normalmente por estrangeiros que residiam no Brasil neste momento. Em Sergipe existiram , o Gabinete Literário Laranjeirense, o Gabinete de Leitura de Riachuelo, Gabinete de Leitura de Tobias Barreto, e o Gabinete de leitura de Maruim que esse ano esta completando 136 nos  de existência  como guardiã  na história e memória  do povo sergipano.
O Gabinete de Leitura de Maruim teve como mentor o cônsul Otto Schramm. As cartas de sua tia Adolphine revelam que em 1860, já possuía em sua residência um rico acervo, que possivelmente, todo ou parcialmente, fora transferido para a biblioteca do Gabinete. Estamos tratando de um espaço de sociabilidade, com um vasto capital cultural, não só para Maruim, mas de referência em Sergipe; tanto enquanto Província do Império, como em Estado da Federação, haja vista a importância deste espaço em ocasião dos acalorados debates liberais republicanos.






Ultimamente o historiador Denio Azevedo tem pesquisado a fundo a história do Gabinete de leitura, e nesse aniversario dos 136 anos  será um dos conferencistas das comemorações, segundo o pesquisador  o alemão  Otto Schramm é o grande responsável pela criação do Gabinete de Leitura de Maruim em 1877, uma instituição privada, veiculadora dos ideais liberais, abolicionistas e republicanos.
Em 1860, Adolphine Schramm, alemã e tia do grande mentor do Gabinete de Leitura de Maruim, o cônsul F. Otto Schramm, já relatava a existência de uma potencial biblioteca em sua residência: “encomendamos uma seleção de livros interessantes, agora lidos por todos os participantes da nossa pequena colônia alemã.  
   Tempos depois, o acervo particular dos Schramm, possivelmente, foi todo ou parcialmente transferido para a Biblioteca do Gabinete de Leitura de Maruim, juntamente com o modelo de empréstimo das obras.




 Nos relatórios  do gabinete  registrado também no livro de Joel Aguiar “Traços da História de Maruim” aponta que no  interior do Gabinete constava um acervo, já no segundo ano de funcionamento, com 667 obras em seu interior em 1076 volumes, distribuídos em português, espanhol, alemão, inglês e latim. No final do XIX e início do XX, já constavam 2.070 obras, em 2.781 volumes e a novidade Seriam 154 obras em francês, distribuídos em 236 volumes. De acordo com Martins (1990, p. 77) no mesmo período a Biblioteca do Gabinete Português de Leitura da Bahia constava um acervo de 3.000 volumes. Portanto não muito diferente da realidade sergipana e ainda levando em consideração o tempo de atividade e deste último está localizado na antiga capital do Império. De acordo com o catalogo da biblioteca do Gabinete, no acervo da instituição em Maruim no final do século XIX, constava obras de Voltaire (1860), Rousseau (1857), Júlio Verne (1878), Michelet (1863), Balzac (1863), M. A. Thiers (1862) com a sua “História da Revolução Francesa”, Antônio Feliciano de Castilho (1863) em “Camões: estudo histórico e poético”, Frédéric Soulie (1852) com “Le Veau d’or”, I. F. da Silva e L. A. Rebello da Silva (1853) em “Poesias de Manuel Maria de Barbosa du Bocage”, Sebastião da Rocha Pitta (1880) “História da América Portugueza”, Visconde de Taunay (1896) com “Innocencia”. Obras normalmente editadas em Paris, Bruxelas e Lisboa.



O Gabinete efetiva-se no cotidiano enquanto importante casa de divulgação do conhecimento científico e literário. Em 1889 os sócios do Gabinete de Leitura de Maruim inauguram a “Revista Literária”, que circulou durante dois anos. Vale a pena ressaltar que esta instituição tinha a sua própria tipografia.
Em Maruim o espaço do Gabinete era um dos locais onde a nova tendência política seria apresentada, debatida e externada, com interesses bastante específicos, tais quais a adaptação a nova realidade e a conquista de um capital simbólico. Portanto, um grupo que fazia “oposição” ao principal representante político e econômico do município, o Barão de Maruim, decide fundar o Gabinete e difundir os ideais liberais, buscando o reconhecimento por parte da população de um capital  simbólico necessário para moldar a sociedade em questão. 


Queriam estes agentes criar uma identidade liberal-republicana e a maneira escolhida para tal foi a de criticar a organização política, econômica e cultural do Império A crença de que era possível construir uma imagem de progresso, levar Sergipe rumo à civilização, com os ideais liberais e republicanos que marcavam a realidade nacional neste momento da criação do Gabinete de Leitura de Maruim e participar ativamente no processo de construção desta identidade são os principais fatores que incentivaram a participação desses agentes em instituições culturais como o Gabinete de Leitura de Maruim.





A base de sustentação dos seus discursos foi os ideais liberais e republicanas, surgindo ou se tornando como instituições de utilidade pública, o que demonstrava a sua relação direta com o estado. Já com relação a necessidade de democratização da cultura, almejavam ampliar a ação instrutiva para os grupos economicamente menos favorecidos da sociedade, fundando escolas, franqueando ao público uma Biblioteca, promovendo conferências literárias e científicas, organizando o lazer com teatro, jogos de carta, colóquios, festejos no período de aniversário das instituições, saraus, o elogio a pares, a homenagem a expoentes locais e traçar os rumos da nova sociedade na crise do Império, sempre como expressões da modernidade.


Como advento da República, percebe-se uma mudança significativa nas relações do Gabinete de Leitura de Maruim com os Governantes de Sergipe, que podem ser exemplificados através do reconhecimento de Utilidade Pública através do Deputado Federal, natural de Maruim, Deodato Maia, o Gabinete de Leitura de Maruim é reconhecido de Utilidade Pública Federal em 1º de outubro de 1919, através do decreto federal nº 3776 ou de concessão de subvenções. A esfera pública que inicia como particular e literária, sobrevivendo apenas das doações dos seus sócios, passa a ter um auxílio expressivo do Estado. 

Na sua inauguração o Gabinete funcionava em uma casa alugada à rua do Cabula, atualmente rua Fausto Cardoso e em 17 de janeiro de 1926, com o auxílio da Prefeitura Municipal, adquiriu um prédio próprio na Praça da Matriz O Gabinete de Leitura de Maruim surge enquanto lugar da sociabilidade, uma esfera pública aonde, atrelada a outras instituições liberais e republicanas, no Brasil, e ratificando o pensamento de Faoro, “silenciosamente, alguma coisa acontecia, passo a passo minando as bases da Monarquia.


segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

HISTÓRIA, GEOGRAFIA E CONHECIMENTOS GERAIS DE SERGIPE QUESTÕES E PROVAS DA FUNCAB DE CONCURSOS ANTERIORES - (com gabarito )




HISTÓRIA, GEOGRAFIA E CONHECIMENTOS GERAIS DE SERGIPE
QUESTÕES E PROVAS DA  FUNCAB DE CONCURSOS ANTERIORES  - (com gabarito )



Prof. Adailton Andrade
Adailton.andrade@bol.com.br



1ª ) A Área de Proteção Ambiental Morro do Urubu – APA Morro do Urubu – está localizada na zona Norte de Aracaju e caracteriza-se por uma Unidade de Conservação de uso sustentável. Um dos motivos que a enquadrou na categoria de Unidade de Conservação de uso sustentável, através do Decreto nº 13.713, de 14 de junho de 1993, é que, na capital sergipana, a área constitui um dos últimos remanescentes de:
A) Restinga.
B) Caatinga.
C) Manguezais.
D) Vegetação de dunas.
E) Mata Atlântica.

2ª ) A Constituição Federal de 1988 determinou que, a partir daquela data, a criação das Regiões Metropolitanas fica acargo dos governos estaduais. Através da Lei Complementar n° 25, de 29 de dezembro de 1995 e, alterada pela Lei Complementar n° 86/2003, a Assembleia Legislativa do Estado de Sergipe decretou e sancionou a criação da Região Metropolitana de Aracaju. Fazem parte da região metropolitana, desde a sua criação, os seguintes municípios:

A) Lagarto, Nossa Senhora do Socorro, Barra dos Coqueiros e Estância.
B) Estância, Santo Amaro das Brotas, Riachuelo e Aracaju.
C) Aracaju, Nossa Senhora do Socorro, São Cristóvão e Barra dos Coqueiros.
D) Barra dos Coqueiros, Estância, Laranjeiras e São Cristóvão.
E) São Cristóvão, Lagarto, Aracaju e Nossa Senhora do Socorro.

3ª) A Coordenação de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde – CVE/SES registrou, no período entre janeiro e outubro de 2010, 1.440 casos suspeitos de dengue, com 313 casos confirmados, o que representa 21,73% dos casos suspeitos. Houve um aumento no número de casos, principalmente, a partir do mês de março, mas com um registro maior nos meses de abril e maio, comportamento esse já esperado pelos técnicos da vigilância, haja vista, que os anos de 2009 e 2008 também registraram este padrão. A situação dos meses de abril e maio pode ser atrelada a uma série de questões relevantes, tal como:

A) o desabastecimento de água e consequente armazenamento indevido.
B) ao fim do período chuvoso no estado, provocando alagamentos constantes.
C) a ação eficaz do combate à doença em todos os períodos do ano.
D) ao processo de expansão urbana em direção à praia do Atalaia.
E) a diminuição dos leitos para atendimento dos casos de dengue no período do outono.

4ª ) O impacto da política regional, que ficou conhecida como “Nova indústria nordestina”, principalmente na década de 70, impactou diretamente a estrutura produtiva de Sergipe. Como na maioria dos estados nordestinos, no período anterior à criação da Sudene, Sergipe caracterizava-se, no fim da década de 1950, por apresentar uma estrutura produtiva pouco diversificada, com predomínio, no setor rural, da cana-de-açúcar, algodão e pecuária, complementada pelas chamadas culturas de subsistência. Contudo, no período de forte atuação da Sudene, Sergipe obteve um certo destaque econômico, pois diferenciava-se da maioria dos estados nordestinos, através de:

A) incentivos à modernização produtiva da indústria têxtil.
B) atração de multinacionais do setor de eletrodomésticos.
C) fortalecimento da indústria pesqueira, marítima e fluvial.
D) existência de riqueza mineral, principalmente petróleo e gás.
E) organização da infraestrutura turística na orla da capital.

5ª ) A Praça Fausto Cardoso configura-se, na história de Aracaju, como um local central de importância política e cultural, pois concentrava um significativo número de prédios públicos oficiais, bem como manifestações culturais. Segundo a historiadora Terezinha Oliva “A praça era conhecida como a praça dos três poderes, das manifestações políticas. Foi o cenário da Intentona Comunista, das lutas pelas 'Diretas Já' e aglutinava, também, os trabalhadores que sempre iam fazer manifestações, para chamar a atenção do poder público quanto às suas reivindicações”. Apesar de não possuir a mesma importância de outrora, a Praça Fausto Cardoso é um marco urbanístico e histórico de Aracaju, e homenageia um importante personagem, que ganhou notoriedade como:

A) comerciante que alavancou a economia de Aracaju.
B) deputado que liderou a revolta contra as oligarquias do Estado.
C) personagem do folclore regional, que divulgou a cultura nacionalmente.
D) fazendeiro que incentivou o beneficiamento da cana-de-açúcar.
E) engenheiro que promoveu o ordenamento urbano de Aracaju.

6ª) O primeiro a propor o horário de verão foi William Willett, em 1907, membro da Sociedade Astronômica Real, que iniciou uma campanha para que a Inglaterra o adotasse. O argumento, na época, era que as pessoas teriam mais tempo para lazer, haveria menor criminalidade e redução do consumo de luz. O Brasil adota sistematicamente o horário de verão, contudo, nem todas as regiões necessitam deste sistema para economizar energia. Como ocorrido nos últimos anos, nos meses em que o horário de verão é adotado no Brasil, quando são 10h00min em Brasília, em Aracaju será:

A) 8h00min
B) 9h00min
C) 10h00min
D) 11h00min
E) 12h00min

7ª ) A imagem a seguir, representa a organização histórica da cidade de Aracaju e é denominada de “Tabuleiro de Xadrez”. Tal organização está relacionada ao seguinte fato:

A) Verticalização das construções.
B) Novos sistemas de transportes.
C) Urbanização projetada.
D) Formação de periferias.
E) Economia agrária exportadora.

8ª) Leia a reportagem a seguir. “ Chuva causa alagamentos em Aracaju Em 14 horas foi registrado quase metade do esperado para todo o mês. Aeroporto ficou fechado durante a tarde”. Uma chuva forte e constante está provocando alagamentos em Aracaju nesta terça-feira (24). A chuva começou na madrugada e em 14 horas foram registrados 130 milímetros, quase metade do esperado para todo o mês de maio. Canais transbordaram e os carros quase não conseguiam trafegar. Em uma creche, as águas tomaram a frente do prédio, impedindo a saída das crianças. A Marinha emitiu um alerta de mar agitado e a orientação é para que as embarcações evitem a navegação. Segundo a meteorologia, as chuvas intensas devem continuar até quinta-feira (26). O aeroporto de Aracaju foi reaberto na tarde desta terça-feira, depois de ficar fechado durante a maior parte da tarde. Quatro voos foram cancelados. O episódio registrado na reportagem está corretamente justificado na seguinte afirmativa:

A) O período com maior índice pluviométrico na cidade é o inverno/primavera.
B) O relevo montanhoso da cidade facilita a ocorrência de alagamentos.
C) O período com maior índice pluviométrico na cidade é o outono/inverno.
D) O relevo montanhoso da cidade facilita a ocorrência de deslizamentos.
E) O período com maior índice pluviométrico na cidade é o verão/outono.

9ª ) No estado de Sergipe, “os principais manguezais se encontram na foz do Rio São Francisco e seus afluentes da foz; na foz do Rio Japaratuba e Rio Siriri, seu afluente; foz do Rio Sergipe; Rio Vaza Barris; Rio Real e Rio Piauí.” O processo de degradação destes manguezais encontra-se em estágio acelerado, colocando em risco a importância deste ecossistema para a região. O principal benefício ecológico dos manguezais e a principal causa da sua destruição são, respectivamente:

A) produção de produtos da maricultura / pesca predatória.
B) manutenção das costas marítimas / fragilidade da legislação ambiental.
C) fornecimento de madeira para lenha / derramamento de esgoto.
D) contribuição na culinária local / intensificação do setor turístico.
E) berçário natural de espécies aquáticas / especulação imobiliária.

10 ª)  Em 1820, o rei D. João VI assinou um Decreto que isolou Sergipe da Bahia. O brigadeiro Carlos César Burlamárqui foi nomeado, então, o primeiro governador do Estado, apesar dos contínuos conflitos com os baianos. Com a Independência do Brasilem1822, a situação de autonomia do estado de Sergipe consolidou-se, possibilitando o desenvolvimento da região. Em 1855, a capital sergipana foi transferida para o povoado de Santo Antônio de Aracaju, que foi elevada à condição de cidade. Esta transferência é um marco da história do Estado, bem como da cidade de Aracaju. A cidade que perdeu o status de capital do estado de Sergipe e o motivo da transferência da capital estão apontados corretamente em:

A) São Cristóvão / escoamento da produção açucareira.
B) Barra dos Coqueiros / extração de petróleo e gás natural.
C) Nossa Senhora do Socorro / proteção através de fortificações.
D) Laranjeiras / beneficiamento da produção de cítricos.
E) Estância / infraestrutura para a produção têxtil.

11ª)  O impacto da política regional, que ficou conhecida como “Nova indústria nordestina”, principalmente na década de 70, impactou diretamente a estrutura produtiva de Sergipe. Como na maioria dos estados nordestinos, no período anterior à criação da Sudene, Sergipe caracterizava-se, no fim da década de 1950, por apresentar uma estrutura produtiva pouco diversificada, com predomínio, no setor rural, da cana-de-açúcar, algodão e pecuária, complementada pelas chamadas culturas de subsistência. Contudo, no período de forte atuação da Sudene, Sergipe obteve um certo destaque econômico, pois diferenciava-se da maioria dos estados nordestinos, através de:

A) incentivos à modernização produtiva da indústria têxtil.
B) atração de multinacionais do setor de eletrodomésticos.
C) fortalecimento da indústria pesqueira, marítima e fluvial.
D) existência de riqueza mineral, principalmente petróleo e gás.
E) organização da infraestrutura turística na orla da capital.

12) - Aracaju é uma capital estadual com reconhecida infraestrutura de turismo, incluindo aquela voltada para os espaços praianos. Nesse sentido, destaca-se uma praia aracajuana recentemente revitalizada com novos equipamentos de lazer e de convivência social, quadras de tênis, parque infantil, fonte luminosa e espaço para a prática de esportes, além de um Centro de Artes e Cultura, entre outras funcionalidades turísticas permitidas pela política urbana. Essa praia, a mais próxima do centro da cidade, contribui para o fortalecimento da economia de uma área central já bastante frequentada pelos turistas. O
texto faz referência à seguinte praia de Aracaju:
A) Robalo.
B) Atalaia.
C) Refúgio.
D) Náufragos.
E) Mosqueiro.

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13 )  No primeiro aglomerado urbano de Aracaju, realizou-se a reunião da Assembleia Provincial que definiu a transferência da capital de São Cristóvão para Aracaju. Desse ponto geográfico, pode ser observado o estuário do rio Sergipe e a ilha de Santa Luzia. O ponto geográfico de relevância histórica a que o texto se refere é:

A) Ponte do Imperador.
B) Igreja São Salvador.
C) Parque Teófilo Dantas.
D) Orla do Bairro Industrial.
E) Colina de Santo Antônio.

14-) Sergipe conta com uma área de livre-comércio destinada à instalação de empresas voltadas para a produção de bens a serem comercializados fora do país, sendo considerada zona primária para efeito de controle aduaneiro. Trata-se de uma Zona de Processamento de Exportação. Essa Zona de Processamento de Exportação localiza-se no município de:

A) Lagarto.
B) Areia Branca.
C) Barra dos Coqueiros.
D) Santo Amaro das Brotas.
E) Nossa Senhora do Socorro.

15) A partir da década de 1860, um importante fator econômico permitiu a ocupação de amplos espaços
rurais de Sergipe, sobretudo em regiões atingidas pelas secas periódicas, no agreste e na zona da caatinga. Tratava-se de uma produção agrícola estimulada pela demanda decorrente da Guerra de Secessão dos Estados Unidos e de estímulos da metrópole portuguesa. Esse fator econômico refere-se à atividade produtiva de:

A) algodão.
B) agave.
C) café.
D) cacau.
E) cana-de-açúcar.

16) No setor energético, o estado de Sergipe alinha-se ao esforço nacional de promover o desenvolvimento
sustentável, no exemplo da produção de combustíveis menos poluentes. A cadeia produtiva agrícola sergipana inclui setores vinculados à área energética, contando com seis destilarias voltadas à geração de etanol, a partir da cana-de-açúcar. No Estado, além do etanol, se produz uma fonte energética vinculada à renovação da matriz brasileira de combustíveis, que contribui para a sustentabilidade ecológica. Além do etanol, o texto faz referência a uma outra fonte energética que é o(a):
A) gasolina.
B) biodiesel.
C) querosene.
D) carvão mineral.
E) xisto betuminoso.

17) Atualmente, a luta pela posse da terra em Sergipe, e em várias regiões do Brasil, tem mobilizado diferentes setores sociais, especialmente os ligados ao Movimento dos Trabalhadores Sem Terra. Na história de Sergipe, os problemas da terra estão intrinsecamente relacionados aos mecanismos de exploração colonial, cuja característica marcante foi:

(A) a forma como se organizou a pecuária, desenvolvida predominantemente para atender ao mercado consumidor europeu.
(B) os conflitos entre os colonizadores para a obtenção das melhores terras, visando a exploração de produtos de subsistência, como o feijão e o algodão.
(C)) o alto grau de concentração fundiária tanto na produção açucareira como na criação de gado.
(D) o tipo de sistema de distribuição das terras, denominado sesmarias, que beneficiou, com pequenos lotes, imigrantes e trabalhadores livres.
(E) o predomínio do sistema minifundiário, onde eram produzidos açúcar e bens de produtos intermediários para abastecer o mercado interno.

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18- Analise as frases abaixo, procurando detectar as que apresentam coerência de fatos e justificativas sobre a transferência da capital de Sergipe de São Cristóvão para Aracaju.

I. A cidade de São Cristóvão recebia grande quantidade de migrantes de diferentes cidades do interior de Sergipe e do Nordeste; isso provocou reações da população desta cidade, que pressionou a Câmara Municipal para votar a transferência da capital para Aracaju.

II. A escolha de Aracaju como capital de Sergipe estava diretamente relacionada, entre outros fatores, à força econômica da região de Cotinguaba, que tinha dificuldades de escoar seu principal produto de exportação para o mercado interno e externo.

III. Nas décadas de 1910 e 1920, os jornais "O Estado de Sergipe" e o "Correio de Aracaju" exerceram uma poderosa influência sobre a população de São Cristóvão para que ela se manifestasse contra a transferência da capital para Aracaju.

IV. A transferência da capital de Sergipe estava inserida no contexto das transformações ocorridas no país das quais, dentre outros aspectos, destacaram-se os processos de modernização, de industrialização e de urbanização.

As frases corretas são APENAS

(A) I e II (B) I e III (C) II e III (D)) II e IV (E) III e IV

19. Observe o gráfico.
7% Lavouras permanentes
10% Lavouras temporárias
4% Não utilizadas
37% Pastagens naturais
32% Pastagens plantadas
10% Matas
IBGE. Censo agropecuário 1995-1996A observação do gráfico e seus conhecimentos sobre as atividades rurais de Sergipe permitem afirmar que

(A) no estado, todas as terras agrícolas são intensamente ocupadas.
(B) embora ocupando pequena área, as lavouras permanentes têm alta produtividade.
(C) cerca de 1/3 das terras agrícolas do estado são ocupadas por matas.
(D) as lavouras temporárias concentram-se no agreste e ocupam cerca de 25% da área do estado.
(E)) mais da metade das terras agrícolas sergipanas destinam-se à pecuária.

20. Na festa de São Benedito, celebrada no dia de Reis, em Lagarto, há dois folguedos: no 1o, são pretos, vestidos de reis e de príncipes, que fazem a guarda de honra de três rainhas; no 2o, são mulatas vestidas de branco e enfeitadas com fitas que vão em procissão, dançando e cantando música puramente brasileira. As descrições identificam, respectivamente,

(A) Sambas e Folgança dos mouros.
(B)) Congadas e Taieiras.
(C) Batuques e Cavalo marinho.
(D) Espírito Santo e Bumba-meu-boi.
(E) Folgança dos marujos e Pastorinhas.

21- Como cidade planejada, Aracaju nasceu em 1855, por necessidades econômicas. Uma assembleia elevou o povoado de Santo Antônio do Aracaju à categoria de Cidade e transferiu para ele a capital da Província. A transferência deu-se por iniciativa do Presidente da Província http://www.aracaju.se.gov.br/154anos/index.php?act=fixa&materia=historia

(A) Cristóvão Barros e do Barão Fausto Cardoso.
(B) Inácio Joaquim Barbosa e do Barão do Maruim Provincial.
(C) Pero Gonçalves e do Barão João Mulato.
(D) Sebastião Basílio Pirro e do Barão Salgado Filho.

22 - O Estado de Sergipe é o único produtor de potássio do Brasil. O mineral, que é muito importante para o desenvolvimento dos vegetais, sobretudo como fertilizante, é produzido na mina Taquari Vassouras. A mina produtora do mineral está localizada no Município de:
(A) Itabaiana.
(B) Poço Verde.
(C) Carmópolis.
(D) Rosário do Catete.

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GABARITO DE ACORDO COM A FUNCAB

1=E        2=C        3 =A      4=D     5=B      6=B     7=C       8=C       9=E       10=A        11=D        12=B      13=E      14=C      15=A       16=B      17=C      18=D     19=E      20=B         21=B      
22=D



HISTÓRIA, GEOGRAFIA E CONHECIMENTOS GERAIS DE SERGIPE QUESTÕES E PROVAS DE CONCURSOS ANTERIORES - (com gabarito )


HISTÓRIA, GEOGRAFIA E CONHECIMENTOS GERAIS DE SERGIPE
QUESTÕES E PROVAS DA  FUNCAB DE CONCURSOS ANTERIORES  - (com gabarito )



Prof. Adailton Andrade
Adailton.andrade@bol.com.br



1ª ) A Área de Proteção Ambiental Morro do Urubu – APA Morro do Urubu – está localizada na zona Norte de Aracaju e caracteriza-se por uma Unidade de Conservação de uso sustentável. Um dos motivos que a enquadrou na categoria de Unidade de Conservação de uso sustentável, através do Decreto nº 13.713, de 14 de junho de 1993, é que, na capital sergipana, a área constitui um dos últimos remanescentes de:
A) Restinga.
B) Caatinga.
C) Manguezais.
D) Vegetação de dunas.
E) Mata Atlântica.

2ª ) A Constituição Federal de 1988 determinou que, a partir daquela data, a criação das Regiões Metropolitanas fica acargo dos governos estaduais. Através da Lei Complementar n° 25, de 29 de dezembro de 1995 e, alterada pela Lei Complementar n° 86/2003, a Assembleia Legislativa do Estado de Sergipe decretou e sancionou a criação da Região Metropolitana de Aracaju. Fazem parte da região metropolitana, desde a sua criação, os seguintes municípios:

A) Lagarto, Nossa Senhora do Socorro, Barra dos Coqueiros e Estância.
B) Estância, Santo Amaro das Brotas, Riachuelo e Aracaju.
C) Aracaju, Nossa Senhora do Socorro, São Cristóvão e Barra dos Coqueiros.
D) Barra dos Coqueiros, Estância, Laranjeiras e São Cristóvão.
E) São Cristóvão, Lagarto, Aracaju e Nossa Senhora do Socorro.

3ª) A Coordenação de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde – CVE/SES registrou, no período entre janeiro e outubro de 2010, 1.440 casos suspeitos de dengue, com 313 casos confirmados, o que representa 21,73% dos casos suspeitos. Houve um aumento no número de casos, principalmente, a partir do mês de março, mas com um registro maior nos meses de abril e maio, comportamento esse já esperado pelos técnicos da vigilância, haja vista, que os anos de 2009 e 2008 também registraram este padrão. A situação dos meses de abril e maio pode ser atrelada a uma série de questões relevantes, tal como:

A) o desabastecimento de água e consequente armazenamento indevido.
B) ao fim do período chuvoso no estado, provocando alagamentos constantes.
C) a ação eficaz do combate à doença em todos os períodos do ano.
D) ao processo de expansão urbana em direção à praia do Atalaia.
E) a diminuição dos leitos para atendimento dos casos de dengue no período do outono.

4ª ) O impacto da política regional, que ficou conhecida como “Nova indústria nordestina”, principalmente na década de 70, impactou diretamente a estrutura produtiva de Sergipe. Como na maioria dos estados nordestinos, no período anterior à criação da Sudene, Sergipe caracterizava-se, no fim da década de 1950, por apresentar uma estrutura produtiva pouco diversificada, com predomínio, no setor rural, da cana-de-açúcar, algodão e pecuária, complementada pelas chamadas culturas de subsistência. Contudo, no período de forte atuação da Sudene, Sergipe obteve um certo destaque econômico, pois diferenciava-se da maioria dos estados nordestinos, através de:

A) incentivos à modernização produtiva da indústria têxtil.
B) atração de multinacionais do setor de eletrodomésticos.
C) fortalecimento da indústria pesqueira, marítima e fluvial.
D) existência de riqueza mineral, principalmente petróleo e gás.
E) organização da infraestrutura turística na orla da capital.

5ª ) A Praça Fausto Cardoso configura-se, na história de Aracaju, como um local central de importância política e cultural, pois concentrava um significativo número de prédios públicos oficiais, bem como manifestações culturais. Segundo a historiadora Terezinha Oliva “A praça era conhecida como a praça dos três poderes, das manifestações políticas. Foi o cenário da Intentona Comunista, das lutas pelas 'Diretas Já' e aglutinava, também, os trabalhadores que sempre iam fazer manifestações, para chamar a atenção do poder público quanto às suas reivindicações”. Apesar de não possuir a mesma importância de outrora, a Praça Fausto Cardoso é um marco urbanístico e histórico de Aracaju, e homenageia um importante personagem, que ganhou notoriedade como:

A) comerciante que alavancou a economia de Aracaju.
B) deputado que liderou a revolta contra as oligarquias do Estado.
C) personagem do folclore regional, que divulgou a cultura nacionalmente.
D) fazendeiro que incentivou o beneficiamento da cana-de-açúcar.
E) engenheiro que promoveu o ordenamento urbano de Aracaju.

6ª) O primeiro a propor o horário de verão foi William Willett, em 1907, membro da Sociedade Astronômica Real, que iniciou uma campanha para que a Inglaterra o adotasse. O argumento, na época, era que as pessoas teriam mais tempo para lazer, haveria menor criminalidade e redução do consumo de luz. O Brasil adota sistematicamente o horário de verão, contudo, nem todas as regiões necessitam deste sistema para economizar energia. Como ocorrido nos últimos anos, nos meses em que o horário de verão é adotado no Brasil, quando são 10h00min em Brasília, em Aracaju será:

A) 8h00min
B) 9h00min
C) 10h00min
D) 11h00min
E) 12h00min

7ª ) A imagem a seguir, representa a organização histórica da cidade de Aracaju e é denominada de “Tabuleiro de Xadrez”. Tal organização está relacionada ao seguinte fato:

A) Verticalização das construções.
B) Novos sistemas de transportes.
C) Urbanização projetada.
D) Formação de periferias.
E) Economia agrária exportadora.

8ª) Leia a reportagem a seguir. “ Chuva causa alagamentos em Aracaju Em 14 horas foi registrado quase metade do esperado para todo o mês. Aeroporto ficou fechado durante a tarde”. Uma chuva forte e constante está provocando alagamentos em Aracaju nesta terça-feira (24). A chuva começou na madrugada e em 14 horas foram registrados 130 milímetros, quase metade do esperado para todo o mês de maio. Canais transbordaram e os carros quase não conseguiam trafegar. Em uma creche, as águas tomaram a frente do prédio, impedindo a saída das crianças. A Marinha emitiu um alerta de mar agitado e a orientação é para que as embarcações evitem a navegação. Segundo a meteorologia, as chuvas intensas devem continuar até quinta-feira (26). O aeroporto de Aracaju foi reaberto na tarde desta terça-feira, depois de ficar fechado durante a maior parte da tarde. Quatro voos foram cancelados. O episódio registrado na reportagem está corretamente justificado na seguinte afirmativa:

A) O período com maior índice pluviométrico na cidade é o inverno/primavera.
B) O relevo montanhoso da cidade facilita a ocorrência de alagamentos.
C) O período com maior índice pluviométrico na cidade é o outono/inverno.
D) O relevo montanhoso da cidade facilita a ocorrência de deslizamentos.
E) O período com maior índice pluviométrico na cidade é o verão/outono.

9ª ) No estado de Sergipe, “os principais manguezais se encontram na foz do Rio São Francisco e seus afluentes da foz; na foz do Rio Japaratuba e Rio Siriri, seu afluente; foz do Rio Sergipe; Rio Vaza Barris; Rio Real e Rio Piauí.” O processo de degradação destes manguezais encontra-se em estágio acelerado, colocando em risco a importância deste ecossistema para a região. O principal benefício ecológico dos manguezais e a principal causa da sua destruição são, respectivamente:

A) produção de produtos da maricultura / pesca predatória.
B) manutenção das costas marítimas / fragilidade da legislação ambiental.
C) fornecimento de madeira para lenha / derramamento de esgoto.
D) contribuição na culinária local / intensificação do setor turístico.
E) berçário natural de espécies aquáticas / especulação imobiliária.

10 ª)  Em 1820, o rei D. João VI assinou um Decreto que isolou Sergipe da Bahia. O brigadeiro Carlos César Burlamárqui foi nomeado, então, o primeiro governador do Estado, apesar dos contínuos conflitos com os baianos. Com a Independência do Brasilem1822, a situação de autonomia do estado de Sergipe consolidou-se, possibilitando o desenvolvimento da região. Em 1855, a capital sergipana foi transferida para o povoado de Santo Antônio de Aracaju, que foi elevada à condição de cidade. Esta transferência é um marco da história do Estado, bem como da cidade de Aracaju. A cidade que perdeu o status de capital do estado de Sergipe e o motivo da transferência da capital estão apontados corretamente em:

A) São Cristóvão / escoamento da produção açucareira.
B) Barra dos Coqueiros / extração de petróleo e gás natural.
C) Nossa Senhora do Socorro / proteção através de fortificações.
D) Laranjeiras / beneficiamento da produção de cítricos.
E) Estância / infraestrutura para a produção têxtil.

11ª)  O impacto da política regional, que ficou conhecida como “Nova indústria nordestina”, principalmente na década de 70, impactou diretamente a estrutura produtiva de Sergipe. Como na maioria dos estados nordestinos, no período anterior à criação da Sudene, Sergipe caracterizava-se, no fim da década de 1950, por apresentar uma estrutura produtiva pouco diversificada, com predomínio, no setor rural, da cana-de-açúcar, algodão e pecuária, complementada pelas chamadas culturas de subsistência. Contudo, no período de forte atuação da Sudene, Sergipe obteve um certo destaque econômico, pois diferenciava-se da maioria dos estados nordestinos, através de:

A) incentivos à modernização produtiva da indústria têxtil.
B) atração de multinacionais do setor de eletrodomésticos.
C) fortalecimento da indústria pesqueira, marítima e fluvial.
D) existência de riqueza mineral, principalmente petróleo e gás.
E) organização da infraestrutura turística na orla da capital.

12) - Aracaju é uma capital estadual com reconhecida infraestrutura de turismo, incluindo aquela voltada para os espaços praianos. Nesse sentido, destaca-se uma praia aracajuana recentemente revitalizada com novos equipamentos de lazer e de convivência social, quadras de tênis, parque infantil, fonte luminosa e espaço para a prática de esportes, além de um Centro de Artes e Cultura, entre outras funcionalidades turísticas permitidas pela política urbana. Essa praia, a mais próxima do centro da cidade, contribui para o fortalecimento da economia de uma área central já bastante frequentada pelos turistas. O
texto faz referência à seguinte praia de Aracaju:
A) Robalo.
B) Atalaia.
C) Refúgio.
D) Náufragos.
E) Mosqueiro.

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13 )  No primeiro aglomerado urbano de Aracaju, realizou-se a reunião da Assembleia Provincial que definiu a transferência da capital de São Cristóvão para Aracaju. Desse ponto geográfico, pode ser observado o estuário do rio Sergipe e a ilha de Santa Luzia. O ponto geográfico de relevância histórica a que o texto se refere é:

A) Ponte do Imperador.
B) Igreja São Salvador.
C) Parque Teófilo Dantas.
D) Orla do Bairro Industrial.
E) Colina de Santo Antônio.

14-) Sergipe conta com uma área de livre-comércio destinada à instalação de empresas voltadas para a produção de bens a serem comercializados fora do país, sendo considerada zona primária para efeito de controle aduaneiro. Trata-se de uma Zona de Processamento de Exportação. Essa Zona de Processamento de Exportação localiza-se no município de:

A) Lagarto.
B) Areia Branca.
C) Barra dos Coqueiros.
D) Santo Amaro das Brotas.
E) Nossa Senhora do Socorro.

15) A partir da década de 1860, um importante fator econômico permitiu a ocupação de amplos espaços
rurais de Sergipe, sobretudo em regiões atingidas pelas secas periódicas, no agreste e na zona da caatinga. Tratava-se de uma produção agrícola estimulada pela demanda decorrente da Guerra de Secessão dos Estados Unidos e de estímulos da metrópole portuguesa. Esse fator econômico refere-se à atividade produtiva de:

A) algodão.
B) agave.
C) café.
D) cacau.
E) cana-de-açúcar.

16) No setor energético, o estado de Sergipe alinha-se ao esforço nacional de promover o desenvolvimento
sustentável, no exemplo da produção de combustíveis menos poluentes. A cadeia produtiva agrícola sergipana inclui setores vinculados à área energética, contando com seis destilarias voltadas à geração de etanol, a partir da cana-de-açúcar. No Estado, além do etanol, se produz uma fonte energética vinculada à renovação da matriz brasileira de combustíveis, que contribui para a sustentabilidade ecológica. Além do etanol, o texto faz referência a uma outra fonte energética que é o(a):
A) gasolina.
B) biodiesel.
C) querosene.
D) carvão mineral.
E) xisto betuminoso.

17) Atualmente, a luta pela posse da terra em Sergipe, e em várias regiões do Brasil, tem mobilizado diferentes setores sociais, especialmente os ligados ao Movimento dos Trabalhadores Sem Terra. Na história de Sergipe, os problemas da terra estão intrinsecamente relacionados aos mecanismos de exploração colonial, cuja característica marcante foi:

(A) a forma como se organizou a pecuária, desenvolvida predominantemente para atender ao mercado consumidor europeu.
(B) os conflitos entre os colonizadores para a obtenção das melhores terras, visando a exploração de produtos de subsistência, como o feijão e o algodão.
(C)) o alto grau de concentração fundiária tanto na produção açucareira como na criação de gado.
(D) o tipo de sistema de distribuição das terras, denominado sesmarias, que beneficiou, com pequenos lotes, imigrantes e trabalhadores livres.
(E) o predomínio do sistema minifundiário, onde eram produzidos açúcar e bens de produtos intermediários para abastecer o mercado interno.

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18- Analise as frases abaixo, procurando detectar as que apresentam coerência de fatos e justificativas sobre a transferência da capital de Sergipe de São Cristóvão para Aracaju.

I. A cidade de São Cristóvão recebia grande quantidade de migrantes de diferentes cidades do interior de Sergipe e do Nordeste; isso provocou reações da população desta cidade, que pressionou a Câmara Municipal para votar a transferência da capital para Aracaju.

II. A escolha de Aracaju como capital de Sergipe estava diretamente relacionada, entre outros fatores, à força econômica da região de Cotinguaba, que tinha dificuldades de escoar seu principal produto de exportação para o mercado interno e externo.

III. Nas décadas de 1910 e 1920, os jornais "O Estado de Sergipe" e o "Correio de Aracaju" exerceram uma poderosa influência sobre a população de São Cristóvão para que ela se manifestasse contra a transferência da capital para Aracaju.

IV. A transferência da capital de Sergipe estava inserida no contexto das transformações ocorridas no país das quais, dentre outros aspectos, destacaram-se os processos de modernização, de industrialização e de urbanização.

As frases corretas são APENAS

(A) I e II (B) I e III (C) II e III (D)) II e IV (E) III e IV

19. Observe o gráfico.
7% Lavouras permanentes
10% Lavouras temporárias
4% Não utilizadas
37% Pastagens naturais
32% Pastagens plantadas
10% Matas
IBGE. Censo agropecuário 1995-1996A observação do gráfico e seus conhecimentos sobre as atividades rurais de Sergipe permitem afirmar que

(A) no estado, todas as terras agrícolas são intensamente ocupadas.
(B) embora ocupando pequena área, as lavouras permanentes têm alta produtividade.
(C) cerca de 1/3 das terras agrícolas do estado são ocupadas por matas.
(D) as lavouras temporárias concentram-se no agreste e ocupam cerca de 25% da área do estado.
(E)) mais da metade das terras agrícolas sergipanas destinam-se à pecuária.

20. Na festa de São Benedito, celebrada no dia de Reis, em Lagarto, há dois folguedos: no 1o, são pretos, vestidos de reis e de príncipes, que fazem a guarda de honra de três rainhas; no 2o, são mulatas vestidas de branco e enfeitadas com fitas que vão em procissão, dançando e cantando música puramente brasileira. As descrições identificam, respectivamente,

(A) Sambas e Folgança dos mouros.
(B)) Congadas e Taieiras.
(C) Batuques e Cavalo marinho.
(D) Espírito Santo e Bumba-meu-boi.
(E) Folgança dos marujos e Pastorinhas.

21- Como cidade planejada, Aracaju nasceu em 1855, por necessidades econômicas. Uma assembleia elevou o povoado de Santo Antônio do Aracaju à categoria de Cidade e transferiu para ele a capital da Província. A transferência deu-se por iniciativa do Presidente da Província http://www.aracaju.se.gov.br/154anos/index.php?act=fixa&materia=historia

(A) Cristóvão Barros e do Barão Fausto Cardoso.
(B) Inácio Joaquim Barbosa e do Barão do Maruim Provincial.
(C) Pero Gonçalves e do Barão João Mulato.
(D) Sebastião Basílio Pirro e do Barão Salgado Filho.

22 - O Estado de Sergipe é o único produtor de potássio do Brasil. O mineral, que é muito importante para o desenvolvimento dos vegetais, sobretudo como fertilizante, é produzido na mina Taquari Vassouras. A mina produtora do mineral está localizada no Município de:
(A) Itabaiana.
(B) Poço Verde.
(C) Carmópolis.
(D) Rosário do Catete.

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GABARITO DE ACORDO COM A FUNCAB

1=C        2=C        3 =A      4=D     5=B      6=B     7=C       8=C       9=E       10=A        11=D        12=B      13=E      14=C      15=A       16=B      17=C      18=D     19=E      20=B         21=B      
22=D